Projetos

Os projetos de pesquisa de tamanduás foram os pioneiros a longo-prazo para a conservação destas espécies no Brasil e no mundo, o que nos permitiu o estabelecimento de uma enorme base de dados sobre o status de ameaça dos tamanduás brasileiros.

Ações Atuais
Ações atuais de conservação
  • Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas
  • Ecologia de Tamanduá-bandeira no Pantanal Sul
  • Em Busca do Desconhecido
  • Protocolo TEAM
  • Curso de Capacitação no Pantanal
  • Projeto Preguiças na Bahia
  • Reprodução para Conservação do Tamanduá-bandeira
  • Ano do Tamanduá
  • Centro de Pesquisa e Conservação de Xenarthra
  • Apoio à Reabilitação de Tamanduás
  • Asas para o Delta
  • Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas

    Desde 2006 o Instituto colabora na elaboração da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação (The IUCN Red List Threatened Species), na Lista de Espécies Ameaçadas do Governo Brasileiro – Ministério do Meio Ambiente/Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (MMA/ICMBio), na Lista de Espécies Ameaçadas do Peru, Colômbia e Suriname e nos Planos de Ação para as espécies de Xenarthra, incluindo o  Plano de Ação para a Conservação do Tatu-bola (Tolypeutes tricinctus e Tolypeutes matacus) e o Plano de Ação para a Conservação do Tamanduá-bandeira e Tatu-canastra (Myrmecophaga tridactyla e Priodontes maximus).

    Apoio: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (IBAMA), Ministério do Meio Ambiente (MMA), IUCN/SSC Anteater, Sloth and Armadillo Specialist Group.

  • Projeto de Ecologia de Tamanduá-bandeira no Pantanal Sul

    Em 2011, o Projeto de Ecologia de Tamanduá-bandeira no Pantanal Sul teve início na região de Aquidauana, no estado do Mato Grosso do Sul, e ocorre até hoje. Com o objetivo principal de levantar a incidência de enfermidades que acometem a espécie, e monitoramento para estudo da área de vida e de comportamento em vida livre, o estudo será comparado aos realizados no Pantanal Norte. Desde então, mais de 40 tamanduás-bandeira já foram capturados.

    Apoio: Pousada Aguapé, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP).

  • Em Busca do Desconhecido

    Em 2015, a equipe considerou ter chegado o momento de usar a experiência obtida com os 10 anos de pesquisa com Xenarthra e expandir ainda mais seus esforços de pesquisa e conservação das espécies para outros biomas, estabelecendo o Em Busca do Desconhecido – o Programa de Conservação do Tamanduaí no Nordeste Brasileiro, sendo a primeira equipe do mundo a trabalhar exclusivamente com a espécie Cyclopes didactylus. O Instituto se estabeleceu no Delta do Parnaíba e áreas adjacentes, que abrangem o litoral dos estados do Maranhão, Piauí e Ceará.

    A carência de conhecimento sobre a ecologia e conservação das espécies que ocorrem nos estados do Nordeste aliada à urgente necessidade de implementação de ações de conservação para os ecossistemas costeiros brasileiros, que vem sofrendo crescente degradação, traduzem a importância deste projeto. Este possibilita ainda, por meio de suas diversas linhas de ação, a conservação de outras espécies raras, endêmicas ou ameaçadas que ocorrem nesses ambientes, favorecendo assim a manutenção da biodiversidade e dos serviços ambientais fornecidos. Além disso, serão promovidas ações de educação ambiental e comunicação com o intuito de aproximar as espécies e seu hábitat da população, contribuindo para a mobilização da comunidade para as questões ambientais. Em mais de três anos de projeto, a equipe do Instituto capturou trinta indivíduos de tamanduaí, sendo dois marcados provisoriamente para monitoramento e nove com implantação de nanochip. Realizou também o monitoramento de uma fêmea da espécie, com o filhote, observando o comportamento e o cuidado parental por mais de 70 dias consecutivos. Além de monitoramentos, expandiu-se a área de distribuição e ocorrência da espécie para os litorais dos estados do Maranhão e Piauí. Em 2017, implantou-se a primeira Base de Pesquisa e Educação Ambiental em um dos pontos turísticos da cidade de Parnaíba, onde são realizadas palestras e mini cursos para escolas e universidades da região.

    Em conjunto com o projeto, a equipe está realizando o levantamento de mastofauna terrestre de médio e grande porte no Delta do Parnaíba, por meio de busca ativa, vestígios e armadilhas fotográficas. Além disso, auxilia o IBAMA na recepção e reintrodução de indivíduos de Xenarthra recebidos de apreensão ou de acidentes (atropelamento, queimada, caça).

    Apoio: Aquário de São Paulo, Zoológico de Dortmund (Alemanha), Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Estado do Piauí (SEMAR), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (IBAMA), Aiuká Consultoria em Soluções Ambientais.

  • Protocolo TEAM

    Em parceria com o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (CENAP/ICMBio) e a Reserva Biológica do Gurupi, a equipe do Instituto realiza o Levantamento de Fauna Terrestre com o Protocolo TEAM (Protocolo de Levantamento de Vertebrados Terrestres) em área de reserva de Floresta Amazônica na divisa entre o Pará e o Maranhão.

    Considerando as grandes pressões antrópicas como extração ilegal de madeira, monocultura e pecuária em seu entorno, esse levantamento torna-se de suma importância para toda a região Amazônica.  Já foram registradas mais de 100 mil imagens da fauna local com as armadilhas fotográficas, sendo identificadas, por enquanto, seis espécies de Xenarthra (tamanduá-bandeira Myrmecophaga tridactyla, tamanduá-mirim Tamandua tetradactyla, preguiça-comum Bradypus variegatus, tatu-canastra Priodontes maximus, tatu-peba Euphractus sexcinctus e tatu-galinha Dasypus novemcinctus).

    Apoio: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (CENAP) e Reserva Biológica Gurupi.

  • Curso de Capacitação para Trabalho com Fauna em Vida Livre

    Anualmente a equipe coordena e realiza o Curso de Capacitação para Trabalho com Fauna em Vida Livre, na Pousada Aguapé, em Aquidauana, no estado do Mato Grosso do Sul. O curso é organizado com o objetivo de possibilitar o acesso ao conhecimento técnico em conservação e pesquisa científica, promover o intercâmbio entre os profissionais e estudantes das áreas ambientais, incentivar a pesquisa e as ações de conservação e possibilitar o ingresso no mercado de trabalho, aprofundando temas pouco abordados em cursos universitários e de extensão no Brasil: conservação e medicina de animais silvestres, área cada vez mais crescente no país e que precisa de profissionais preparados para atuar na conservação do meio ambiente.

    Em suas edições, o curso reuniu grandes especialistas do Brasil e do mundo, sempre em nove dias de aulas teóricas e práticas dentro de um dos biomas mais ricos do mundo: o Pantanal brasileiro. Em suas edições de cursos (2011 a 2018), o Instituto já formou 7 turmas, com mais de 190 alunos e somando 40 palestrantes de renome nacional e internacional.

    Apoio: Pousada Aguapé, Cyclopes Soluções Ambientais, Sociedade Brasileira de Mastozoologia e Associação Brasileira de Veterinários de Animais Selvagens (ABRAVAS).

  • Projeto Preguiças

    O Projeto Preguiças teve seu início em 2019, na Reserva de Sapiranga e Parque Nacional da Praia do Forte – Klaus Peters, com o objetivo de levantar dados preliminares a respeito dos pontos de ocorrência da Preguiça-de-coleira (Bradypus variegatus) em todo o litoral baiano, além de levantar dados da biologia, ecologia, reprodução, sanidade e genética das diferentes populações, contribuindo para a revisão do status atual de conservação da espécie.

    Ações de envolvimento das comunidades também serão realizadas, como a construção de um viveiro de mudas com espécies nativas inclusas no repertório alimentar das preguiças, sensibilização e conscientização ambiental.

    Apoio: Parque Nacional da Praia do Forte – Klaus Peters, Prefeitura da Mata de São João e Bambu Editora.

  • Reprodução para Conservação do Tamanduá-bandeira

    Em 2019 também iniciou-se o Projeto de Reprodução para Conservação do Tamanduá-bandeira nas instituições de zoológicos e aquários do estado de São Paulo, o estado que apresenta o cadastro mais atualizado sobre os indivíduos da espécie em cativeiro (Studbook). São 70 animais em cativeiro, em 17 instituições de 13 diferentes municípios paulistas.

    Até o momento não se obteve informações sobre o real potencial para a reprodução destes. Assim serão realizadas três fases distintas: avaliação dos tamanduás-bandeira por meio de diagnóstico reprodutivo e sanitário, além da análise do manejo submetido; otimização do manejo e da reprodução dos tamanduás, definindo possíveis casais que contribuam para a terceira fase do projeto; e finalmente a reintrodução dos tamanduás-bandeira nascidos em cativeiro para a vida livre, nas áreas pré-selecionadas nas fases anteriores.

    O projeto ainda contempla conscientização e sensibilização dos moradores locais das áreas de soltura.

    Apoio: Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (AZAB).

  • Ano do Tamanduá

    Em parceria com a Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (AZAB), projetos de conservação realizam campanhas anuais de educação ambiental e conscientização a nível nacional e internacional para uma espécie da fauna brasileira que é escolhida para ser homenageada. O ano de 2018 foi escolhido como o Ano do Tamanduá, cujo slogan é “Levante essa Bandeira”.

    A campanha está espalhada pelos Zoológicos e Aquários de todo o Brasil, com atividades de educação ambiental que disseminarão o conhecimento sobre as espécies de tamanduás, mobilizando o público a proteger as espécies da fauna e os ecossistemas em que vivem.

    Apoio: IUCN/SSC Anteater, Sloth and Armadillo Specialist Group, World Association of Zoos and Aquariums (WAZA), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Asociación Latinoamericana de Parques Zoológicos e Acuarios (ALPZA).

  • Centro de Pesquisa e Conservação de Xenarthra

    O Centro de Pesquisa e Conservação de Xenarthra será a sede de um grupo multidisciplinar e deverá contar com o apoio e participação de pesquisadores de diferentes universidades, sendo equipado com laboratório, recintos de reabilitação e preparatório para soltura, salas de coletas com um banco de amostras biológicas climatizado que estará à disposição da comunidade científica.

    Com o objetivo de polarizar os estudos com as espécies de Xenarthra, a criação deste centro com infraestrutura para recebimento de indivíduos em reabilitação, recuperação e preparo de soltura, possibilitará o desenvolvimento de protocolos de recebimentos, manejo e soltura dos animais recebidos, instalar criar um banco de amostra biológica para as espécies de Xenarthra, que servirá como subsídio para a realização de pesquisas acadêmicas, publicação de artigos científicos de âmbito internacional e nacional.

    Além disso, serão promovidas ações de educação ambiental e comunicação com o intuito de aproximar as espécies e seu hábitat da população, contribuindo para a mobilização da comunidade para as questões ambientais, incentivando à visitação escolar e turística, associando sustentabilidade ao projeto, com envolvimento das comunidades locais. Ocorrerão ações de capacitação de estudantes e pesquisadores nacionais e internacionais na área de conservação de fauna, com parcerias entre cursos de graduação e pós-graduação em manejo de fauna e conservação.

    Este projeto possibilitará ainda, por meio de suas diversas linhas de ação, a conservação de outras espécies raras, endêmicas ou ameaçadas que ocorrem nesses ambientes, favorecendo assim a manutenção da biodiversidade e dos serviços ambientais fornecidos.

    Apoio: Zoológico de Dortmund (Alemanha), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (IBAMA).

  • Bisnaguinha e Tapioca

    Em parceria com IBAMA sede Parnaíba/PI, a equipe do Instituto no Delta do Parnaíba, recebeu dois filhotes de tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla). A primeira batizada pela própria equipe de “Bisnaguinha”, foi encontrado junto da mãe que tinha sido atropelada no município de Chaval/CE. O segundo foi entregue por munícipe diretamente na Base do IBAMA, recém nascido, sem mais informações sobre sua procedência. “Tapioca” foi batizada pelos seguidores dos Instituto nas redes sociais. Os pesquisadores mantêm ambos os animais em cativeiro desde então.

     

    Apoio: Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).

  • Asas para o Delta

    Em parceria com a Associação Mãe da Resex Delta do Parnaíba, o Instituto Tamanduá participa de uma das etapas do grande projeto Asas para o Delta, realizado também pela RESEX Delta do Parnaíba (ICMBio) e WWF Brasil. Nossa missão é realizar o inventário da avifauna e mastofauna da Ilha de Canárias, município de Araioses/MA, sendo três expedições contemplando as cinco comunidades presentes na ilha.

    Durante as expedições jovens das comunidades acompanharão a equipe e serão capacitados para trabalhar com o ecoturismo de avistamento de fauna, proporcionando-lhes novas perspectivas de atividades dentro da ilha. Será realizado também o curso de capacitação para trabalho com turismo de observação de fauna para vinte e cinco jovens, nos meses de agosto e setembro.

    Apoio:  Associação Mãe da Resex Delta do Parnaíba, RESEX Delta do Parnaíba, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e WWF Brasil.

Histórico de Ações
Ações para a Conservação das Espécies de Xenarthra
  • Saúde em Cativeiro
  • Tamanduás no Pantanal Norte
  • Tamanduaí na Amazônia
  • Tamanduaí no Nordeste Brasileiro
  • Manutenção de Tamanduás em Cativeiro
  • Sistemática e Genética de Tamanduaí
  • Tamanduá-bandeira em Iberá
  • Apoio Técnico Peru e Suriname
  • Tamanduá-bandeira no PARNA Capivara
  • Tatu-bola do Nordeste
  • Tamanduá-bandeira em São Paulo
  • Programa de Saúde de Tamanduás em Zoológicos Brasileiros

    Entre os anos de 2005 a 2009, foi desenvolvido e aplicado o primeiro Programa de Saúde de Tamanduás em Zoológicos Brasileiros. Teve como objetivo levantar informações de
    manejo e saúde das populações de tamanduás cativos no Brasil, criar planos de conservação para as espécies e integrar informações in situ e ex situ.

    Durante o Programa, 15 instituições de pesquisa foram envolvidas, onde 59 animais foram anestesiados para análise dermatológica, cardiológica, hematológica e bioquímica, análise reprodutiva e
    coleta de sêmen e finalmente análise de doenças infecciosas e parasitárias, resultando em publicações nacionais e internacionais. O principal ponto da pesquisa foi analisar os problemas graves de saúde que os tamanduás apresentavam em cativeiro. A falta de vitamina K e de taurina foram descobertas como as causadoras desses sintomas, iniciando alterações da dieta para animais cativos, uma vez que é muito difícil manter a mesma dieta de um animal de vida livre em cativeiro.

    Apoio: Associação Brasileira de Veterinários de Animais Selvagens (ABRAVAS), Sociedade de Zoológicos e Aquários do Brasil (SZB) e Sociedade Paulista de Zoológicos (SPZ).

  • Ecologia e Saúde de Tamanduá-Bandeira e Tamanduá-Mirim no Pantanal Norte

    A primeira pesquisa em Ecologia e Saúde de Tamanduá-bandeira e Tamanduá-mirim no Pantanal Norte foi realizada entre os anos de 2005 a 2009, no município de Barão de Melgaço, estado do Mato Grosso. A região possui a Reserva Particular do Patrimônio Nacional SESC Pantanal com 107.996 hectares de áreas protegidas, correspondente a 1% do território total do estado.

    O objetivo do trabalho foi analisar a saúde, genética e ecologia desses animais no bioma Pantanal. Foram capturados 30 tamanduás-bandeira e 08 tamanduás-mirins, assim desenvolvendo protocolos de estudos de ecologia, monitoramento, protocolos de metodologias de captura, anestesia e avaliação sanitária das espécies, além do desenvolvimento do primeiro rádio colete para monitoramento por telemetria de tamanduá-bandeira.

    O teste foi feito inicialmente em um indivíduo cativo e posteriormente utilizado em indivíduos capturados na RPPN.

    Apoio: SESC Pantanal, Wildlife Conservation Society (WCS), Idea Wild, Universidade de São Paulo (USP), Universidade de Londrina (UEL), IUCN Anteater, Sloth and Armadillo Specialist
    Group.

     

  • O Tamanduaí na Amazônia Brasileira

    De 2007 até 2010, o Instituto iniciou uma pesquisa com a terceira espécie de tamanduá existente no Brasil, o Tamanduaí, na Amazônia Brasileira, o menor e o menos estudado tamanduá do mundo.

    A pesquisa foi realizada no bioma Amazônia na região da Reserva Biológica Rio Trombetas, no estado do Pará. Com o objetivo de estudar a sistemática e distribuição da espécie.

    Assim como o tamanduá-bandeira e o tamanduá-mirim, foram elaborados os protocolos de captura e anestesia, bem como também foi elaborado e testado o primeiro rádio colar para monitoramento da espécie.

    Apoio: Fundação O Boticário de Proteção à Natureza, Wildlife Conservation Society (WCS), IUCN/SSC Anteater, Sloth and Armadillo Specialist Group, Zoo de Barcelona – Espanha, Zoo de
    La Flèche – França, REBIO Trombetas.

  • Tamanduaí no Nordeste Brasileiro

    No ano de 2011, a pesquisa com o Tamanduaí expandiu, iniciando o Projeto Tamanduaí no Nordeste Brasileiro, na área de Mata Atlântica litorânea. A espécie possui duas populações disjuntas: amazônica e nordestina.

    A população nordestina foi quase classificada como extinta em 2009, e neste mesmo ano foram relatados indivíduos da espécie nos estados de Pernambuco e Maranhão. No total foram capturados 36 indivíduos, onde amostras de material biológico foram coletadas, gerando muitas informações sobre a genética e epidemiologia, contribuindo para o aumento do conhecimento desta espécie.

    Junto ao Grupo de Especialistas de Tamanduás, Preguiças e Tatus da União para a Conservação da Natureza (IUCN/SSC Anteater, Sloth and Armadillo Specialist Group), também em 2010, foi elaborado o conteúdo científico a respeito da espécie, com diferenciação para as duas populações (Amazônica e Nordestina Brasileira) para chamar atenção de agências governamentais, instituições de animais cativos, outras ONGs e o público em geral.

    Apoio: Wildlife Conservation Society (WCS), IUCN/SSC Anteater, Sloth and Armadillo Specialist Group

  • Manutenção de Tamanduás em Cativeiro

    Em 2011, o Instituto Tamanduá lançou o livro “Manutenção de Tamanduás em Cativeiro”. A publicação conta com 17 capítulos cuidadosamente escritos por 20 colaboradores, que abordam todos os pontos em detalhe do manejo de tamanduás em cativeiro, como: anestesias, manejo alimentar, manejo de filhotes, recintos, enriquecimento, a biologia da espécie, entre outros.

    Apoio: World Association of Zoos and Aquariums (WAZA)

  • Projeto de Sistemática e Genética de Tamanduaí (Cyclopes didactylus)

    O Projeto de Sistemática e Genética de Tamanduaí (Cyclopes didactylus) na América Latina, com início em 2010 e conclusão em 2017, teve como objetivo obter informações sobre a genética e a atual distribuição do tamanduaí, contribuindo para ampliar o conhecimento científico da espécie e subsidiar ações de conservação e manejo.

    Foi dado um passo muito importante na pesquisa com a descrição de seis novas espécies de Cyclopes sp.: C. ida, C. catellus, C. dorsalis, C. thomasi, C. rufus e C. xinguensis, abrindo assim mais uma grande lacuna de informações a respeito das espécies de tamanduaís, gerando necessidade de mais estudos a respeito de cada espécie em seus diferentes habitats e biomas.

    A espécie Cyclopes didactylus permanece com duas populações disjuntas: a população amazônica, que ocorre desde o norte da Venezuela, abrangendo as Guianas e a ilha de Trinidade até o nordeste da Amazônia, e a população do litoral nordestino brasileiro, que ocorre no litoral dos estados do Maranhão e Piauí e ainda a parte nordeste do Rio Grande do Norte até Alagoas.

    Apoio: Universidade Federal do Piauí (UFPI), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Zoológico de Paris (França), Zoológico de Huachipa (Peru), American Museum Natural History
    (EUA), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Ministério do Meio Ambiente (MMA).

  • Plano de Recuperação do Tamanduá-bandeira em Iberá

    A equipe do Instituto realiza consultorias e apoia projetos e instituições para realização de pesquisa e manejo de Xenarthra in situ e ex situ. Dentre os apoios, destaca-se o manejo de filhotes órfãos de Xenarthra, auxiliando em um melhor manejo e se possível o retorno destes para a Natureza, contribuindo diretamente com a preservação das espécies.

    Entre os anos de 2006 e 2010, o Instituto participou do desenvolvimento do Plano de Recuperação do Tamanduá-bandeira em Iberá, Corrientes/Argentina, tendo elaborado o Manual Clínico para o Manejo de Tamanduá-bandeira e o Manual de Necrópsia de Tamanduá-bandeira.

    Apoio: Proyecto Iberá Corrientes

  • Apoio Peru e Suriname

    Em 2012, o Instituto Tamanduá auxiliou na elaboração e realização do primeiro “Simpósio de Elaboração de Estratégia de Conservação de Tamanduás no Peru” junto ao Zoológico de Huachipa, e do primeiro “Curso de Conservação de Xenarthra no Suriname” junto ao Green Heritage Fund Suriname e o IUCN/SSC Anteater, Sloth and Armadillo Specialist Group.

    Apoio: Zoológico de Huachipa, The GEF Small Grants Programme e WWF.

  • Reintrodução de tamanduá-bandeira no PARNA Serra da Capivara

    Em 2013, auxiliamos no manejo e na reintrodução de uma fêmea de tamanduá-bandeira no Parque Nacional da Serra da Capivara, localizada no município de São Raimundo Nonato/Piauí.O Instituto Tamanduá, junto à UFPI, buscou a área para liberação do animal, com base na procedência, análise genética e capacidade de suporte da área.

    A área de eleição foi o Parque Nacional da Serra da Capivara, a 15 km de onde o animal foi resgatado. Paralelamente, o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) de Natal/RN preparava o rádio de telemetria para o animal. Com apoio do ICMBIO e todo o trabalho da FUNDHAM (Fundação do Homem Americano- São Raimundo), foi construído um recinto de adaptação para o animal antes da reintrodução.

    Apoio: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Universidade Federal do Piauí (UFPI), Parque Fioverante Galvani, Jardim Zoológico de Salvador, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Fundação do Homem Americano (FUNDHAM), Centro de Conservação e Manejo da Fauna da Caatinga (CEMAFAUNA).

  • Conservação em cativeiro do tatu-bola do Nordeste

    Em 2015, a equipe fez parte de um importante passo para a conservação do Tatu-bola do Nordeste (Tolypeutes tricinctus): a conservação em cativeiro do tatu-bola do Nordeste, onde pela primeira vez um indivíduo da espécie é mantido em cativeiro. O macho foi encontrado em casa de sitiantes no município de Crateús/CE pela Associação Caatinga, e os responsáveis foram orientados a deixá-lo sob cuidados da Associação. “Juca”, como foi batizado, foi colocado em condição de semicativeiro, na Reserva Natural Serra das Almas, pertencente à Associação.

    No recinto, o animal foi monitorado em seu período de atividade (noturno) por dez dias, para análise da sua adaptação ao cativeiro. Após esse período, foi encaminhado para a Fundação Jardim Zoológico de Brasília, onde recebeu acompanhamento e sua adaptação foi um sucesso. Esse foi o primeiro passo para levantar dados de ecologia básica da espécie e, num futuro próximo, desenvolver planos de conservação in situ e ex situ. Já em 2016, a equipe do Instituto participou da primeira Expedição Cânion do Rio Poti, organizado e coordenado pela Associação Caatinga para o Programa de Conservação do Tatu-bola (Tolypeutes tricinctus).

    Teve como principal objetivo Identificar novas áreas de ocorrência do tatu-bola, mapear esses territórios, aprofundar pesquisas sobre o animal e propor a criação de uma Unidade de Conservação Pública e de Reserva Particular do Patrimônio Natural.

    Apoio: Jardim Zoológico de Brasília (projeto em cativeiro) e Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

  • Padrões de Movimento e Uso de Espaço do Tamanduá-bandeira em SP

    Na Estação Ecológica de Santa Bárbara, localizada em Santa Bárbara do Oeste, no estado de São Paulo, a equipe apoiou um projeto denominado “Padrões de Movimento e Uso do Espaço do Primeiro Tamanduá-bandeira do Estado de São Paulo”, com o objetivo de analisar o uso de paisagem e ocorrência dentro da Estação e em áreas antropizadas do entorno, entre os anos de 2015 a 2017. A EE de Santa Bárbara possui um mosaico de habitats, com áreas de Cerrado e monocultura de eucalipto e Pinus sp.

    A avaliação das áreas e do uso de habitats foi realizada com telemetria via satélite e as análises de dados são focadas nos padrões de movimento, uso do habitat e nas áreas de vida da espécie. Foram monitorados 8 animais por 91 dias consecutivos. De acordo com o uso do habitat destes indivíduos, a conclusão foi que os impactos da ação humana aumentam a vulnerabilidade da espécie, sendo que 30% da população do estado foi perdida nos últimos 10 anos. Se as ameaças persistirem na área, a possibilidade de sobrevivência da espécie é de 20 anos.

    Entre as principais ameaças locais está: perda e alteração do seu habitat, atropelamento, caça, queimada, conflitos com animais domésticos e uso de agrotóxicos.

    Apoio: Universidade Estadual Paulista de São José do Rio Preto (UNESP) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).