Tatus

AS ESPÉCIES DE TATUS

Os Xenarthra são mamíferos placentários que surgiram na América do Sul no período do Plioceno, entre 65 a 80 milhões de anos atrás. São representados pelas espécies de tamanduás, tatus e preguiças atuais, totalizando 24 espécies viventes.

Nos últimos anos, a biodiversidade brasileira tem sofrido muito com os impactos causados pelo ser humano. A intervenção e destruição dos habitats naturais são, sem dúvida, a principal ameaça, causando reduções e até mesmo extinção de espécies. Os biomas brasileiros estão sendo destruídos e ocupados por sistemas de agricultura, pecuária e expansões urbanas. Além disso, a contaminação da água e do solo por agrotóxicos, lixo e poluição, queimadas, caça e tráfico, introdução de espécies exóticas e domésticas, disseminação de doenças, aumento da malha rodoviária e as mudanças climáticas tem totais ações sobre a biodiversidade, atingindo diretamente o funcionamento dos ecossistemas.

Cabassous tatouay

É a maior espécie do gênero Cabassous, com comprimento corporal de até 45 cm e com peso de cerca de 6 kg. A carapaça possui de 10 a 13 cintas móveis. A cauda é fina e curta e não possui cobertura completa de escudos dérmicos, com apenas alguns distribuídos esparsadamente. As orelhas grandes apresentam aspecto granular na superfície externa.

Cabassous unicinctus

Os indivíduos chegam a pesar cerca de 5kg e a fêmea é maior que o macho. A carapaça é amarronzada e tem de 10 a 13 cintas móveis, não muito demarcadas.

Dasypus hybridus

Os indivíduos dessa espécie chegam a pesar 2 kg e apresentam sete cintas móveis na sua carapaça, que tem formato ovalado. A cauda é curta e protegida com escudos dérmicos. As orelhas são inclinadas para trás, lembrando as orelhas de uma mula – daí o nome popular “tatu-mulita”.

Dasypus kappleri

É a maior espécie do gênero Dasypus, sendo que um indivíduo adulto chega a pesar até 10,5kg. Possui de 7 a 9 bandas móveis em sua carapaça.

Dasypus novemcinctus

Indivíduos adultos chegam a pesar de 3,2 a 5 kg. Geralmente possui 9 bandas móveis na carapaça, podendo variar entre 8 e 11 bandas, que o diferencia do D. septemcinctus que chega a ter de 6 a 7 bandas. A cauda apresenta de 12 a 15 anéis de escudos dérmicos. As orelhas são longas, com cerca de 40 a 50% do comprimento da cabeça.

Dasypus septemcinctus

É a menor espécie do gênero Dasypus, com um comprimento corporal de cerca de 26 cm, sendo que um adulto pode pesar cerca de 1,2kg. É semelhante ao tatu galinha, mas diferencia-se deste pelo menor tamanho e pela presença de 6 a 7 bandas móveis na carapaça. Possui quatro dedos em cada membro anterior e cinco no posterior, todos com unhas bem desenvolvidas.

Euphractus sexcinctus

Os adultos medem mais de 40 cm de comprimento e sua cauda mede de 11,9 a 24,1cm, podendo pesar entre 3,2 e 6,5kg (Redford & Wetzel 1985). Sua carapaça é marrom clara com pelos alongados e claros, e possui de 6 a 8 cintas móveis. São reconhecidos por serem bons cavadores de tocas, em média 1 a 2 metros de comprimento e reutiliza as tocas com frequência. Não há dimorfismo sexual, sendo as fêmeas adultas maiores do que os machos. Estes apresentam pênis longo (uma das maiores proporções entre pênis e corpo entre os mamíferos, cerca de 2/3 do tamanho). O clitóris da fêmea também é alongado, como um pênis, mas o indivíduo pode ser diferenciado pelos pares de mamas logo abaixo das patas dianteiras, na região peitoral (Medri 2008

Priodontes maximus

É o maior tatu existente, podendo medir 150 cm e pesar cerca de 50 kg. A carapaça é marrom escura, com uma faixa clara na borda e possui de 11 a 13 cintas móveis.

Tolypeutes matacus

A carapaça é marrom e apresenta três cintas móveis que dão flexibilidade ao corpo, possibilitando o animal curvar o corpo e se fechar assumindo uma forma arredondada, daí o nome popular tatu-bola. Possui quatro dedos nas patas dianteiras e traseiras (Medri et al 2011; Wetzel 1985).

Tolypeutes tricinctus

O gênero Tolypeutes possui duas espécies, Tolypeutes matacus (Desmarest, 1804) e Tolypeutes tricinctus (Linnaeus, 1758). Ambas as espécies possuem três cintas móveis na região média do dorso, o que permitem curvar seu corpo a ponto de encontrar o rabo com a cabeça, fechando completamente a carapaça óssea assumindo o formato de uma bola (Eisenberg & Redford 1999; Sanborn 1930). Essa estratégia evolutiva é uma saída extremamente inteligente de defesa contra predadores, pois protege todas as partes moles do corpo do animal. Entretanto, essa característica as torna presas facilmente capturadas por seres humanos (Silva & Oren 1993; Santos et al. 1994

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