Tatu-bola do Nordeste -

Conservação em cativeiro do tatu-bola do Nordeste

Em 2015, a equipe fez parte de um importante passo para a conservação do Tatu-bola do Nordeste (Tolypeutes tricinctus): a conservação em cativeiro do tatu-bola do Nordeste, onde pela primeira vez um indivíduo da espécie é mantido em cativeiro. O macho foi encontrado em casa de sitiantes no município de Crateús/CE pela Associação Caatinga, e os responsáveis foram orientados a deixá-lo sob cuidados da Associação. “Juca”, como foi batizado, foi colocado em condição de semicativeiro, na Reserva Natural Serra das Almas, pertencente à Associação.

No recinto, o animal foi monitorado em seu período de atividade (noturno) por dez dias, para análise da sua adaptação ao cativeiro. Após esse período, foi encaminhado para a Fundação Jardim Zoológico de Brasília, onde recebeu acompanhamento e sua adaptação foi um sucesso. Esse foi o primeiro passo para levantar dados de ecologia básica da espécie e, num futuro próximo, desenvolver planos de conservação in situ e ex situ. Já em 2016, a equipe do Instituto participou da primeira Expedição Cânion do Rio Poti, organizado e coordenado pela Associação Caatinga para o Programa de Conservação do Tatu-bola (Tolypeutes tricinctus).

Teve como principal objetivo Identificar novas áreas de ocorrência do tatu-bola, mapear esses territórios, aprofundar pesquisas sobre o animal e propor a criação de uma Unidade de Conservação Pública e de Reserva Particular do Patrimônio Natural.

Apoio: Jardim Zoológico de Brasília (projeto em cativeiro) e Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.